Obrigações soberanas da Venezuela valorizam
Na sequência dos acontecimentos de 3 de janeiro, as obrigações soberanas da Venezuela têm registado subidas significativas. O título do tesouro com cupão de 9,25% e vencimento em 15 de setembro de 2027 é um desses casos. Com a reabertura dos mercados a 5 de janeiro, o preço subiu mais de 20%, passando de cerca de 32% para 42% do valor nominal. No dia seguinte, 6 de janeiro, voltou a valorizar cerca de 5%, atingindo aproximadamente 44%. Em apenas dois dias de negociação, a valorização superou a registada em todo o último trimestre de 2025.
Este movimento levanta a questão de saber o que o mercado estará, afinal, a comprar e se esta reação reflete uma reavaliação significativa das probabilidades associadas ao futuro político e económico da Venezuela.
A República da Venezuela emitiu, em 11 de setembro de 1997, um empréstimo obrigacionista no montante de 4 mil milhões de dólares, com prazo de 30 anos e vencimento em 15 de setembro de 2027 (ISIN: US922646AS37). Trata-se de uma obrigação soberana denominada em dólares, com cupão anual de 9,25%, pago semestralmente, e estrutura bullet, isto é, com o reembolso integral do capital apenas na data de maturidade.
Em 2018 entrou em default (incumprimento) devido ao não pagamento dos cupões (juros). A Venezuela falhou o pagamento de juros em março de 2018 e, esgotado o prazo contratual de tolerância (período de graça) de 30 dias, entrou formalmente em situação de incumprimento em abril desse ano. Desde então, estes títulos permanecem em default, sem que tenha existido uma reestruturação formal da dívida.
Apesar disso, estas obrigações soberanas venezuelanas com taxa de........
