Jogou verde e colheu Maduro
A 3 de janeiro de 2025, Nicolás Maduro deixou de ser apenas o símbolo de um regime resistente às sanções internacionais para se tornar o centro de um desfecho que parecia improvável: a sua captura.
O momento foi apresentado como uma vitória da justiça, da paz e da democracia. Para muitos venezuelanos, foi, sem dúvida, um bom dia. Depois de anos de escassez, repressão e medo, a queda do líder do regime trouxe alívio, esperança e a sensação rara de algo que finalmente vai mudar. Quem vive sob colapso não pensa primeiro em petróleo ou equilíbrios geopolíticos. Pensa em salários dignos, liberdade, segurança e normalidade.
Ainda assim, como quase tudo na política internacional, este desfecho chegou tarde e carregado de ambiguidades.
Durante anos, os Estados Unidos oscilaram entre duas estratégias contraditórias em relação à Venezuela. De um lado, sanções duras e isolamento diplomático. Do outro, concessões graduais, flexibilização económica e negociações discretas, cada vez menos disfarçadas por interesses energéticos e........
