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Voltámos cem anos atrás

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28.03.2025

A presente crise político-partidária, em que o primeiro-ministro cessante pretende candidatar-se de novo após ter exibido publicamente as suas manigâncias financeiras, mostra até que ponto Portugal perdeu a corrida ao desenvolvimento socioeconómico e cultural. Cinquenta anos após a liquidação do decrépito regime de outros tantos 50 anos de ditadura colonial e corporativa de Oliveira Salazar, a democracia alardeada desde 1974 por Mário Soares e o recém-criado PS teve as dificuldades que se conhecem em superar as pretensões do Partido Comunista e dos seus comparsas mais ou menos esclarecidos, acerca do que era necessário fazer após o golpe militar do 25 de Abril.

Entretanto, o processo de liquidação da ditadura deixou de ser controlado à distância pelos órgãos norte-americanos após cumprirem o objectivo de conferir a independência formal às últimas colónias lusitanas. Reduzidas aos seus limites as veleidades revolucionárias de Álvaro Cunhal e dos seus seguidores, Mário Soares ainda teve oportunidade de dar a mão à luta pela democratização da Espanha após a morte do ditador Francisco Franco.

A partir daí, ambos os países ibéricos se colocaram sob a protecção da actual União Europeia, então em vias de crescimento numérico e de crescente alargamento. Dito isto, com o tempo, a lamentável saída da Inglaterra do projecto europeu e a crescente adesão dos países oriundos da antiga União Soviética, Portugal e países igualmente........

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