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Portugal, os EUA e a ilusão de alternativas

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12.01.2026

Há perguntas que, por mais incómodas que sejam, não desaparecem por serem ignoradas. A relação de Portugal com os Estados Unidos é uma delas. Num mundo cada vez mais imprevisível, crescentemente polarizado e fragmentado, vale a pena perguntar com franqueza: temos hoje melhor parceiro estratégico do que os EUA?

A resposta curta é não. A resposta longa exige pragmatismo e honestidade.

Muito se tem escrito – e com razão – sobre a natureza errática, imprevisível e frequentemente disruptiva da liderança de Donald Trump. O discurso agressivo que apresenta, a visão transacional das alianças e o desprezo por convenções diplomáticas tradicionais geram desconforto, sobretudo em países europeus habituados a uma retórica mais consensual. Mas confundir estilo com substância é um erro estratégico que Portugal não se pode dar ao luxo de cometer.

Os Estados Unidos não se resumem a um Presidente, por mais influente que este seja. São instituições, alianças, compromissos históricos e, acima de tudo, o principal garante do sistema de segurança ocidental das últimas sete décadas. Donald Trump não será Presidente para sempre, mas a manutenção da posição de Portugal no mundo – no seio das instituições que garantem a nossa subsistência – deve ser, essa sim, preservada.

A verdade é que após o primeiro mandato de Donald Trump, e deste primeiro ano do seu segundo mandato, a NATO tem continuado a comprovar e a demonstrar a sua importância e poder dissuasor. O caminho deve ser o de........

© Observador