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A medida invisível da alegria

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21.12.2025

Ouvi, num congresso pediátrico, que os hospitais são lugares extremamente barulhentos. No Natal, no entanto, ganham um silêncio diferente. Não é que haja menos ruído, continuam os sons das máquinas, as urgências cheias, os choros, as dores, os passos apressados, mas há uma suspensão no ar, uma espera. Os corredores parecem ouvir mais.

Esta semana, ao acompanhar o Coro de Natal da Operação Nariz Vermelho, senti esse silêncio ser preenchido por alegria, com uma particular intensidade. Ver serviços inteiros encherem-se com as nossas cores, a nossa alegria e a nossa música é sempre profundamente transformador. Mesmo quando tudo continua tão duro para tantas pessoas: pais que recebem notícias difíceis, profissionais exaustos depois de turnos intermináveis, crianças que só querem ir para casa. Ainda assim, por breves instantes, algo muda. A vida entra pelos corredores.

No serviço de fisioterapia pediátrica do Hospital Dona Estefânia, aconteceu um desses momentos inesquecíveis. Com a entrada do coro da ONV, armou-se em menos de dois minutos um verdadeiro espetáculo. Crianças com grandes dificuldades motoras e com........

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