menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A arte subtil de dizer: “Que decidam” 

14 6
21.01.2026

Já não seria surpresa para muita gente que, sendo o candidato apoiado pelo CHEGA muitas vezes o reflexo idêntico do próprio partido em matéria de resultados eleitorais, a frase “André Ventura será candidato na segunda volta das eleições presidenciais” caísse como uma quase verdade absoluta nas esferas politicamente interessadas. Com uma campanha puramente igual a si próprio, excetuando alguns momentos, que confesso não ter testemunhado, de aparente sanidade política e cordialidade democrática a que o candidato em questão não nos habituou, André Ventura sai perto das vinte horas e trinta minutos do dia dezoito de janeiro da igreja de S. Nicolau como um Júlio César das direitas que, lembre-se, nuns meros sete anos de protagonismo partidário, consegue categoricamente afirmar “Veni, Vidi, Vici”. Desta forma, apesar de, por ser um fiel apreciador da democracia e decência política me custar dizê-lo, que se faça jus ao homem pois conseguiu o há uma década profundamente impensável: romper de vez o bipartidarismo herdado de Abril não uma, mas duas vezes.

E é aqui que está, na minha opinião, a verdadeira questão da noite eleitoral: como reagem, ou devem reagir, os proponentes desta habilitação de herdeiros que, a bem dizer, serão mais que dois partidos?

Comece-se pelo mais fácil, o apoiante do futuro concorrente ao trono de Belém, o Partido Socialista.........

© Observador