À nora
Num artigo neste jornal, dizia em Agosto de 2023 um prestigiado autor: “E não conheço ninguém que no PSD ou na IL deixasse de votar nestes partidos por causa do alegado perigo de um entendimento com o partido dos fascistas. Porque um sócio minoritário que traga capital não vai definir a política da empresa – isso é o que fazem os sócios maioritários. No Chega sabem bem disso, que fazem teoricamente exigências (de pastas ministeriais, por exemplo) que sabem não poder ser cumpridas. O que quer dizer que entendem, e bem, que para continuarem a crescer o melhor é a chamada direita agir como se fosse de esquerda.”
Em Março do ano seguinte o mesmo teimoso voltava à carga: “Só isto? Não, há mais e de índole prática: Governar é escolher e escolher é desagradar a alguns no imediato. Ou, se não for assim, desagradar à maioria a prazo. A segregação irracional do Chega deixa-o livre para acentuar a sua pulsão de cavalgar todo o descontentamento, resolver todo o imbróglio, ultrapassar toda a dificuldade a golpes de simplismo – e crescer.”
Em Maio constatava melancolicamente que o Chega, “livre de peias, tem asneirado com abundância”. E acrescentava que “Se acordos discretos com o Chega já eram difíceis agora ficaram-no mais. De modo que........
