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Menos estudantes, mais urgência

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04.11.2025

Portugal precisa de ser um país proficiente em ciência, educação e conhecimento, com mais profissionais altamente qualificados e com competências ajustadas às exigências atuais e futuras. Os desafios nacionais e globais tornam evidente esta urgência, tanto nas áreas clássicas do ensino, estruturantes para a sociedade e a economia, como nos campos emergentes considerados indispensáveis para o futuro.

O ensino superior é essencial para formar talento, alimentar criatividade e empreendedorismo, e impulsionar a transformação económica e social. Só com universidades e instituições com sistemas robustos e inovadores podemos aspirar a formar mentes críticas, mãos habilidosas e cidadãos responsáveis.

Porém, no momento em que mais precisamos deste motor de desenvolvimento, o sistema revela-nos sinais claros de fragilidade. Na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2025, apenas 79% das vagas foram preenchidas — o valor mais baixo desde 2016. Houve menos candidatos e menos colocados, refletindo a perceção de que demasiados cursos já não correspondem às necessidades reais da sociedade e do mercado.

Esta tendência deve também ser analisada mais cedo, na transição para o ensino secundário, onde as opções de área de estudo influenciam de forma decisiva percursos futuros e, muitas vezes, podem afastar os jovens das áreas científicas e tecnológicas com maior potencial de empregabilidade. A orientação vocacional e o alinhamento entre ensino básico, secundário e superior podem ser essenciais para corrigir este desajuste. Este não é um desvio........

© Observador