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Muito ruído: por uma comunicação em saúde responsável

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19.05.2026

No ecossistema informativo atual, instituições e profissionais especializados competem pela atenção pública com conteúdos sensacionalistas, criadores de conteúdo generalistas e opiniões instantâneas, num ambiente dominado pela valorização algorítmica das interações e pelo menor rigor científico.

A saúde enquanto conteúdo 

No passado, a informação em saúde era sobretudo mediada por especialistas, instituições credíveis e formatos fundamentados em evidência científica. Apesar de estes continuarem a ser pilares estruturais, competem hoje pela nossa atenção com títulos sensacionalistas, criadores de conteúdo e opiniões instantâneas sobre temas que exigem rigor e formação.

Se uma das grandes conquistas do setor foi a evolução do conceito de “saúde” para além da ausência de doença, passando a entendê-la como bem-estar físico, mental e social, esta visão mais abrangente abriu espaço à expansão do mercado do bem-estar, permitindo transformar a saúde num produto passível de promoção, consumo e monetização.

Do exercício à perda de peso, da suplementação à vacinação, dos cuidados estéticos aos tratamentos oncológicos, a saúde tornou-se um conteúdo, passível de ser monetizado. Neste espaço, influencers e publicitários associam estilos de vida e experiências pessoais a linguagem científica e médica, muitas vezes sem clara distinção entre evidência, opinião e promoção comercial.

O incentivo à dramatização da saúde 

A mesma lógica de atenção molda a forma como a saúde é noticiada. Os media digitais dependem do tempo de retenção e das........

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