Defender a democracia na segunda volta
Apoiei Henrique Gouveia e Melo na primeira volta por convicção cívica. Fi-lo por acreditar que o país precisava de uma candidatura independente, exigente e consciente das fragilidades do nosso sistema democrático, fragilidades essas que não se esgotam nos partidos, nem no Governo, nem no Parlamento, mas que atravessam todo o espaço público.
Tenho sido crítico do afastamento progressivo entre o Parlamento e o país real, da dificuldade de os governos assumirem políticas consequentes de coesão territorial e da incapacidade coletiva para densificar a representação democrática e dar-lhe territorial. O distanciamento ajuda a explicar o descontentamento que hoje se expressa de forma difusa e, por vezes, perigosa.
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