Quando deixamos de ser cidadãos e somos apenas idosos?
No dia 1 de outubro assinala-se o Dia Internacional das Pessoas Idosas. Provavelmente veremos centenas de iniciativas sobre envelhecimento ativo, atividades recreativas e mensagens sobre a importância de cuidar dos mais velhos. Tudo isto tem valor. Mas talvez a data também devesse servir para fazer uma pergunta mais desconfortável: em que momento da vida deixamos de ser vistos como cidadãos e passamos a ser vistos apenas como idosos?
Portugal tem hoje mais de 2,6 milhões de pessoas com 65 ou mais anos. Falamos de quase um quarto da população como se constituísse um grupo relativamente homogéneo, definido sobretudo pelas necessidades que associamos à idade: alimentação, higiene, medicação, segurança, acompanhamento e cuidados. São dimensões fundamentais e, para muitas pessoas, determinantes para uma vida digna. O problema começa quando a nossa ideia de dignidade termina aí.
Uma pessoa não deixa de precisar de propósito porque envelheceu. Não deixa de querer aprender, decidir, participar, apaixonar-se, discordar, criar, trabalhar ou contribuir para a comunidade. Não perde a sua sexualidade aos 70,........
