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António José Seguro

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07.01.2026

Vivemos um tempo complexo, dentro e fora de portas. A Europa e o mundo atravessam uma fase de incerteza profunda, marcada por mudanças tectónicas nos equilíbrios internacionais, pela erosão de referências comuns e pelo avanço persistente de forças políticas que exploram o medo, o ressentimento e a desinformação. O individualismo e o egoísmo coletivo ganham terreno, alimentados por populismos ruidosos, demagogias simplificadoras e até por uma visão neoliberal que fragiliza a coesão social e territorial.

A escolha do Presidente da República não pode ser encarada como um exercício meramente simbólico. O Presidente é, em muitos momentos, o último garante do nosso sistema democrático – um último fusível que protege a estabilidade quando os equilíbrios se tornam frágeis. Por isso, deve ser alguém que escute antes de........

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