Risco cardiovascular: mudar de hábitos, ganhar vida
É importante cada vez mais olhar para o risco cardiovascular como um todo, uma vez que nos permite avaliar o risco de determinada pessoa vir a ter um evento cardiovascular, como um Enfarte Agudo do Miocárdio ou um Acidente Vascular Cerebral (AVC), podendo assim prevenir estas situações, mais do que tratarmos cada uma delas depois de acontecerem. Assim sendo, o controlo dos fatores que aumentam esse risco é essencial. Aliás, esta deverá ser uma preocupação para toda a população, já que falamos de alguns dos principais causadores de morte e incapacidade em Portugal: as doenças cardiovasculares. Mas entre reconhecer o risco e mudar efetivamente de hábitos existe frequentemente uma distância enorme, a mesma que tende a separar o conhecimento da ação. Uma distância repleta de desafios que é essencial ultrapassar, mas que hoje temos mais conhecimentos e formas acessíveis de o fazer.
Excesso de peso, obesidade, tabagismo, sedentarismo são os suspeitos do costume. A estes juntam-se a pressão arterial elevada, colesterol elevado e diabetes, formando um conjunto de fatores que podem ser modificados e cuja alteração permitiria evitar grande parte das principais causas de doença e incapacidade no País. Podiam ser alterados, mas ainda não são, como provam os dados de prevalência e incidência destas doenças.
Poderíamos pensar que somos muito ambiciosos e que, se calhar, em vez de abordar todos estes fatores de risco nos devêssemos concentrar em apenas um ou dois. Mas, como em quase tudo na vida, se........
