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E socialista Rangel é? /premium

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05.09.2021

Paulo Rangel entrou na corrida à liderança do PSD e tratou de desembaraçar-se de um assunto que podia desfocá-lo desse propósito: a sua homossexualidade. Por muita importância que o assunto pessoalmente tenha para Paulo Rangel, e até admitindo que a meio da sua campanha à chefia dos sociais-democratas o tema aparecesse vindo sabe-se lá de onde, cirurgicamente a tempo de se transformar num caso, a questão que se coloca neste momento não é a saída do armário da sexualidade de Paulo Rangel mas sim a do espaço político que ele representa e que tudo indica quer liderar: Portugal é hoje um país em que se tolera a não esquerda. Desde que esta não esquerda não tenha um discurso próprio, desde que não dê nas vistas, desde que aceite o estatuto de subalternidade ideológica e cumpra o papel que lhe está reservado: provar que Portugal é uma democracia com eleições livres embora não se tome muito a sério que outros além do PS as possam ganhar.

A leviandade fútil de Marcelo Rebelo de Sousa que o fez normalizar os afastamentos da PGR Joana Marques Vidal e do presidente do Tribunal de Contas Vítor Caldeira ou o regresso das 35 horas à função pública, a par do ódio de Rui Rio a Passos Coelho que o levou a preocupar-se mais em destruir o legado de Passos do que em fazer oposição, garantiram a........

© Observador


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