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As presidenciais das perplexidades

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Está dito e redito. Estamos a viver as presidenciais mais disputadas de que há memória, só comparáveis às de 1986. Vamos ter seguramente uma segunda volta, pela primeira vez em quatro décadas, ainda que as sondagens, num sinal da sua influência, comecem a indiciar movimentos de voto útil especialmente à esquerda.

Mas um dos aspectos mais interessantes destas eleições é o paradoxo (aparente?) de ver cada um dos dois lados do espectro político a funcionar como se quisesse que o seu adversário ganhe. A esquerda a actuar como se quisesse dar a vitória à direita, o mesmo se passando com o lado direito. Não será estranho, nesta diferença entre o parecer e o ser, o facto de termos um candidato sem o apoio explicito de nenhum partido. E, claro, uma vez lançadas as candidaturas é preciso lutar pelo eleitorado do seu espaço político.

Embora a esquerda reúna o maior número de candidatos – António José Seguro, Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto -, tal não corresponde a uma elevada dispersão dos votos, a crer nas sondagens. Levando em conta o radar de sondagens do Observador, António José Seguro está a conseguir passar a mensagem do voto útil, numa subida lenta parecendo ser Catarina Martins a mais prejudicada. Se considerarmos os resultados das legislativas e comparando com o último valor do radar de sondagens, Seguro está a concentrar 88% dos votos no PS.

Deixando de parte para já o........

© Observador