O Grande Cisma
A Comissão Europeia, o Primeiro-Ministro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, o Ministro da Agricultura e a CAP têm estado debaixo de fogo devido ao Acordo de Livre Comércio com o bloco Mercosur. Principalmente, debaixo de fogo dos Agricultores.
O meu ceticismo, como Agricultor, é, também, elevado dado o histórico da Comissão Europeia de utilizar a Agricultura como “moeda de troca”, o elo mais fraco, menos reivindicativo internamente e que melhor podia providenciar contrapartidas a outros blocos. A História não se repete, mas rima e gato escaldado de água fria tem medo.
Adicionalmente, os agricultores europeus não são mais competitivos, e competitivos no nosso mercado, que é o global, porque não nos deixam. Nunca partimos para um acordo comercial com o campo nivelado e até é mesmo o campo que, no final, acaba por ser dos mais prejudicados.
Porém, isto é só um introito… e quem se fica pela rama no que a este acordo diz respeito, nunca chega ao tronco. Mãos à obra!
Sejamos claros: a Comissão Europeia não propõe, no que às importações de carne de vaca diz respeito, uma liberalização total do mercado. Há limites claros. Estabeleceram uma quota: i) de 54.450t para carne refrigerada; ii) de 44.550t para carne congelada.
Esta quota – este valor máximo que pode ser importado a tarifas reduzidas – será faseadamente implementada durante 6 anos. Mesmo esta quantidade de importações pagará uma tarifa de 7.5%.
Coloquemos estas 99.000t de carne em contexto – a União Europeia tem uma oferta de carne de vaca (produção própria importações) superior às 6.700.000t/ano. O proposto é que se........
