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"O Homem e a Mulher existem?"

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21.05.2026

Consoante a instituição académica, chamamos de “estudos de género”, “teoria queer” ou “desconstrução do sujeito” a um particular tipo de violência, quase sempre praticada, com financiamentos públicos; que raramente não transforma o que qualquer pessoa sensata vê com os seus próprios olhos, numa “construção de poder” que urge não desmantelar, uma escaramuça entre alguns antropólogos e a natureza.

Comecemos pelo princípio, que é também o princípio do problema.

Em 1949, Simone de Beauvoir escreveu que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Uma frase elegante que é também o ponto de partida de uma das mais longas e custosas aventuras intelectuais e tentativas de convencer a humanidade de que, a diferença entre um homem e uma mulher, é afinal uma ilusão fabricada pelo poder. Beauvoir tinha razão quando nos alertou de que a forma como as mulheres se comportam, vestem e vivem, muda consoante a cultura e a época. Mas daí não se conclui que a feminilidade não existe; partindo do pressuposto de que a variação não apaga o fundamento.

Este salto lógico instalou-se dogmaticamente nas universidades europeias e americanas de forma quase agressiva e inquisitorial. Em Gender Trouble (1990),  Judith Butler propôs que o género não é sequer uma categoria real, mas uma “performance” organizada num conjunto de gestos repetidos que criam a ilusão de uma identidade estável. Isto é, o homem não........

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