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Incompreensões

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O debate quinzenal com o primeiro-ministro no passado dia 8 de janeiro de 2026, o primeiro do ano, deverá ficar na memória como um exemplo e um anúncio, se não uma confirmação.

Um exemplo do que a discussão e o confronto político não devem ser. Um anúncio, triste, de que este ano parlamentar será sempre e só da mesma chicana. A confirmação de que o parlamentarismo em Portugal está pelas ruas da amargura.

A situação da Saúde e das políticas necessárias para que se cumpra a disposição constitucional de garantia universal do direito à proteção da saúde seria o tema principal. Seria, não foi. O assunto foi tratado de forma incompetente por quase todos os deputados, com maior ênfase para a argumentação inexata da oposição em bloco, sem que se pudesse ouvir uma ideia, uma pequena sugestão que fosse, sobre o que fazer para resolver problemas que são reais e concretos, alguns mais importantes do que outros e quase todos de dimensão verdadeiramente nacional.

Ao invés, assistiu-se a um rol de acusações à Senhora Ministra da Saúde, cuja paciência merece elogio, sempre sublinhadas pela tentativa de humilhação e repetidos insultos que, no fundo, apenas estavam a insultar a inteligência dos contribuintes. Sim, nós contribuintes que pagamos aos nossos Deputados para fazerem mais e melhor do que fizeram na passada quinta-feira.

A reboque dos relatos na comunicação social, sem que mais pudessem aduzir ao debate, queimou-se o tempo na menção, porque não poderia ser análise, de casos pontuais,........

© Observador