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O acesso não se improvisa

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29.05.2026

Há debates em saúde que parecem técnicos até ao momento em que se traduzem na vida das pessoas. Falar de convenções, tabelas, referenciação ou digitalização pode parecer distante. Mas é aí que começa a diferença entre conseguir um exame ou um tratamento em tempo útil, ou ficar preso a um circuito que não responde quando a resposta é necessária.

A primeira reunião do Conselho Consultivo da Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde confirmou uma evidência que o país não deve tratar como secundária: o setor privado de ambulatório e convencionado não é exterior ao SNS, nem uma reserva a que se recorre apenas quando tudo o resto falha. É parte da resposta assistencial que diariamente assegura proximidade, cobertura territorial, continuidade e acesso a milhões de utentes.

Um SNS forte não se constrói ignorando esta realidade. Constrói-se reconhecendo, sem preconceito, todos os........

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