O acesso não se improvisa
Há debates em saúde que parecem técnicos até ao momento em que se traduzem na vida das pessoas. Falar de convenções, tabelas, referenciação ou digitalização pode parecer distante. Mas é aí que começa a diferença entre conseguir um exame ou um tratamento em tempo útil, ou ficar preso a um circuito que não responde quando a resposta é necessária.
A primeira reunião do Conselho Consultivo da Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde confirmou uma evidência que o país não deve tratar como secundária: o setor privado de ambulatório e convencionado não é exterior ao SNS, nem uma reserva a que se recorre apenas quando tudo o resto falha. É parte da resposta assistencial que diariamente assegura proximidade, cobertura territorial, continuidade e acesso a milhões de utentes.
Um SNS forte não se constrói ignorando esta realidade. Constrói-se reconhecendo, sem preconceito, todos os........
