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A Proximidade que Chega ao sistema

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06.01.2026

As últimas eleições autárquicas trouxeram de novo uma aparente “normalidade” ao equilíbrio de forças do sistema político português. Depois de umas eleições legislativas onde o Chega alcançou o estatuto de 2º partido com mais deputados na Assembleia da República, o mesmo voltou a ficar a uma distância relativamente assinalável dos dois partidos historicamente com mais peso em Portugal. Com um intervalo de apenas cerca de 5 meses entre estas duas eleições, tal disparidade entre resultados não seria, talvez, expectável. Eis que surge, então, a dúvida sobre qual a possível causa real de tal decréscimo.

Aquando das eleições autárquicas, o Chega continuava a aparecer, nos barómetros e estudos de opinião, com números bastante mais próximos do seu resultado nas Eleições Legislativas que aos do seu resultado nas Autárquicas. Tendo em conta o histórico até pessimista das mesmas face ao resultado real do Chega em Legislativas, e acreditando nas mesmas, parece ser algo possível de afirmar que o Chega tem diferente peso em termos Autárquicos face ao que vale em termos Legislativos. Mesmo sabendo que a marca “André Ventura” tem o seu peso próprio (tanto que o Chega fez o esforço de colocar a cara do mesmo nos seus cartazes autárquicos), não me parece que o facto de a eleição não incidir diretamente sobre o mesmo possa explicar todo o impacto. Tendo a crer que o Chega e André Ventura são........

© Observador