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O declínio da Europa - entre a irrelevância e a rendição

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06.01.2026

A publicação recente da National Security Strategy dos Estados Unidos confirma aquilo que muitos analistas já intuíram: para Washington, a Europa deixou de ser o centro de gravidade da política externa norte‑americana. A atenção desloca-se, inevitavelmente, para o Indo‑Pacífico, para a competição tecnológica com a China e para a gestão de equilíbrios energéticos no hemisfério ocidental. Para muitos decisores americanos, a Europa de hoje é vista como um continente envelhecido, economicamente estagnado, incapaz de inovar e permanentemente paralisado pelas suas próprias estruturas de governação. Um número crescente de relatórios e think tanks norte‑americanos descreve a UE como uma “regulatory superpower”, mas não no sentido positivo, antes como um bloco que cria normas mais depressa do que cria riqueza e que gasta mais tempo a debater vírgulas legislativas do que a projetar poder.

É neste contexto que se deve interpretar o reacender da confrontação entre Washington e Caracas. O que está a acontecer na Venezuela é, muito provavelmente, uma cedência tática da........

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