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Estarão os alemães a tornar-se novamente fascistas?

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11.09.2026

As eleições regionais de setembro de 2026 na Saxónia-Anhalt poderiam parecer, tendo em conta a pequena população de 2,12 milhões deste estado da Alemanha Oriental, um acontecimento europeu de menor importância. No entanto, estas eleições representam uma viragem histórica no desenvolvimento político da República Federal da Alemanha, o maior país e a maior economia da Europa, desde 1949, ano em que a RFA foi fundada. Pela primeira vez, um partido de extrema-direita, a chamada «Alternativa para a Alemanha», conhecida pela sua abreviatura alemã AfD e fundada em 2013, alcançou, com um resultado de 43,8%, uma vitória de tal magnitude numa eleição regional.

A AfD conquistou 39 dos 83 assentos no parlamento regional da Saxónia-Anhalt, aproximando-se assim da maioria absoluta de mandatos. As negociações de coligação e as rondas de votação parlamentar nas próximas semanas revelarão se a AfD conseguirá assumir também o poder executivo da Saxónia-Anhalt. Um governo regional dominado pela AfD — caso se concretize — representaria uma nova tendência ainda mais decisiva na política alemã.

Sendo um movimento nacionalista, eurocético e anti-imigração, bem como um partido culturalmente monista, politicamente iliberal, mas economicamente libertário, a AfD situa-se na ala de extrema-direita do espectro partidário alemão — de resto liberal e pró-europeu — composto por democratas cristãos, sociais, liberais e verdes. Algumas das organizações regionais da AfD, incluindo a da Saxónia-Anhalt, foram classificadas pelo Serviço Federal de Proteção da Constituição como «extremistas», ou seja, contrárias à ordem liberal-democrática consagrada na........

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