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Ilusão ou força interior?

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05.04.2026

Mesmo para quem gosta da América torna-se irritante a prepotência com que Trump se refere à NATO. O homem não informou os seus aliados que ia atacar o Irão, repetiu vezes sem conta que não precisava dos europeus e que a guerra estava ganha, para agora ameaçar sair da aliança atlântica porque os aliados não fazem o que ele quer, que é ajudá-lo a concluir o que começou. A vontade que dá é mandá-lo à fava. Só que isso implica uma de duas coisas: ter força ou saber iludir que se tem essa força.

O grande mestre da ilusão do poder foi Charles de Gaulle. Mesmo com uma parte da França ocupada e a outra dirigida por um fantoche de Hitler, de Gaulle surgia e falava com a dignidade de quem detinha um imenso poder. Na verdade, apenas se propunha representar uma grande nação. Uma ideia de grandeza que o próprio nunca definiu muito bem o que seria porque era mesmo só uma ideia, nada de muito concreto. Mas foi com essa ideia que de Gaulle se fez respeitar e levar britânicos e norte-americanos (e soviéticos) a compreenderem que alimentar essa ilusão seria indispensável para a Europa do pós-guerra. Tão assim foi que de Gaulle desembarcou na Normandia logo que pôde e as tropas francesas foram as primeiras a entrar em Paris. A cidade ultrajada, destruída e........

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