Entre o encanto e o caos: Lisboa
Lisboa foi sempre cidade de contrastes. Nas páginas de Eça de Queirós denunciava-se já a hipocrisia, o atraso e as desigualdades de um país que tropeçava no seu próprio destino. Antero de Quental, com a sua inquietação filosófica, pedia uma regeneração moral e política. Passaram mais de cem anos, mas ao caminhar hoje pelas ruas da capital, sinto que as suas palavras poderiam ter sido escritas ontem.
Tenho 19 anos e todos os dias viajo para Lisboa para frequentar a universidade. A cidade recebe-me com uma luz única, que parece capaz de apagar todas as sombras, mas basta andar alguns metros para perceber que essa beleza convive com um caos crescente: ruas sujas, lixo acumulado, prédios degradados, trânsito sufocante e, cada vez mais, os ratos, não os metafóricos de Eça, mas os reais, que atravessam os passeios como se fossem habitantes oficiais da capital.
Lisboa deixou de ser a cidade onde me sinto........





















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