Uma escolha que ultrapassa ciclos políticos
As eleições presidenciais são, por natureza, um exercício de visão. Não basta aos candidatos anunciar medidas para gerir o dia-a-dia. Pelo contrário, devem definir um rumo, um tom e um nível de exigência para o país que queremos ser. Num tempo marcado por várias transições, da ambiental à económica, da tecnológica à social, essa dimensão estratégica torna-se ainda mais relevante.
Neste debate por uma estratégia nacional, a sustentabilidade ambiental e a economia circular não são temas laterais. São questões estruturais, com impacto direto na competitividade do país, na gestão do nosso território, na qualidade de vida das pessoas e na responsabilidade que assumimos perante as próximas gerações. Dito isto, devem estar na agenda política. Não podemos ignorá-las nem tratá-las como mais um “assunto técnico”.
Portugal enfrenta hoje desafios claros na gestão de resíduos e no cumprimento das metas........
