Nem todos os revolucionários usam capa
Escrevo com a propriedade de quem nunca conheceu Francisco Pinto Balsemão ou trabalhou numa empresa dele. Não faço a menor ideia de quem fosse a pessoa; admiro a figura. Em 60 anos de vida pública, andou sempre a contrariar os lugares-comuns do maniqueísmo com que tantos insistem em ver a vida (ninguém tão estarrecedoramente como os marxistas). E o mundo só avança com quem o contraria. E Portugal precisa, desesperadamente, de rebeldes.
Quem nasce em berço de ouro, tem a vida feita; gere a herança do pai ou desbarata a do avô. O status quo nunca afronta o poder. Poder político e jornalismo não se podem misturar. Poder político, jornalístico e económico, ainda menos. Portugal não tem dimensão para canais privados de televisão. Portugal não tem dimensão para canais de notícias 24 horas. Aos 70, um tipo acomoda-se, goza a reforma, dá lugar aos novos.
Pinto Balsemão meteu-se na política quando nada o recomendaria a um menino rico, tentou mudar o regime na Ala Liberal na Assembleia e saiu, com Sá Carneiro, quando perceberam que não era possível. Criou um jornal, que se haveria de tornar o mais prestigiado da imprensa nacional, e que continuava a tentar mudar esse regime, agora a partir de fora. Criou um partido político, que haveria, alternadamente, de ser o maior do país, superando o PC há décadas no terreno e financiado por Moscovo, batendo-se ombro a ombro........





















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