Fantasmas
Sim, são 14. Se já havia quem achasse oito candidatos a Presidente candidatos a mais, imagine agora que vamos ter mais três sem direito a maratona de debates televisivos e ainda outros três que a Comissão Nacional de Eleições diz já não ir a tempo de tirar do boletim. Afinal, vivemos num país que continua a apresentar excedentes orçamentais e a bater recordes de receita fiscal, enquanto se pode esperar oito horas à chegada ao aeroporto – o tempo de um voo transatlântico – para alguém lhe olhar para o passaporte e dizer que, sim, senhor, pode passar. Um país onde um doente urgente pode ter de aguentar 19 horas para ser atendido num Serviço Nacional de Saúde onde um dermatologista pode ficar rico a trabalhar só aos sábados. Um país em que, mesmo assim, a Autoridade Tributária ainda não está satisfeita e quer agora acabar com os benefícios fiscais concedidos aos doentes oncológicos que possam apresentar – só – 50% de incapacidade. Por que razão é que esse país disfuncional havia de conseguir imprimir um boletim de voto em menos de um mês? Seus optimistas inveterados.
Claro que o primeiro impulso é culpar a CNE. A mesma CNE tão........





















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