Democracia para adopção
Não tente pensar nos verdadeiros poderes que tem um Presidente da República – tudo lhe pareceria, provavelmente, um pouco ridículo. A forma como começamos a discutir estes assuntos com anos de antecedência, as horas diárias dedicadas na imprensa a acompanhar campanhas e debates ao milímetro da declaração ou potencial erro fatal, as análises científicas, o comentário levado ao nível da autópsia, as sondagens de toda a sorte e a própria vontade com que os candidatos competem pelo lugar. O processo é desproporcional ao resultado. Tudo isto só faz sentido porque não é bem um Presidente que procuramos, mas um pai. O ancião da tribo. A escolha natural, muito mais do que uma disputa eleitoral.
O regime consagrado na nossa Constituição casa-nos com o governo. Todos os dias coabitamos com ele, com as suas decisões, com a sua gestão da casa e das contas, com as suas manias – até ao dia em que nos sobe a mostarda ao nariz e, então, ele pia de novo mais fino e tenta reconquistar com gestos românticos, como uma nova auto-estrada ou uma ligeira descida de impostos. Não poucas vezes, fruto dos tempos, a coisa dá em divórcio. Litigioso. Corremos para os braços da oposição da forma mais........





















Toi Staff
Sabine Sterk
Gideon Levy
Mark Travers Ph.d
Waka Ikeda
Tarik Cyril Amar
Grant Arthur Gochin