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Deixem jogar a Sweeney

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17.09.2026

É o pormenor mais interessante de tudo isto: Sun Tzu dizia que a melhor forma de ganhar uma guerra era nem precisar de a travar; a melhor campanha publicitária é, provavelmente, a que nem precisamos de ver. O que é particularmente interessante neste caso, em que tudo tem a ver com o que se vê, o suposto exibicionismo, a dimensão da exposição, a alegada redução de corpo, pessoa, género, a mero objecto para a nossa observação. Uma profecia que se cumpre sozinha, a conclusão imediatamente implicada nas premissas. Ou: como um anúncio publicitário pretensamente básico pode ser tão inteligente e um auditório convencido da sua sofisticação tão fácil de ler.

Sidney Sweeney fez uma campanha publicitária para uma casa de apostas desportivas e a internet voltou a indignar-se. Depois daquele do ano passado, para a American Jeans, em que se dizia que Sidney tinha “bons jeans”, brincando com a homofonia das palavras, isto é, o facto de “jeans” (calças de ganga) e “genes” se lerem em língua inglesa exactamente da mesma forma. A acusação, então, era, nem mais, nem menos que a de promover a eugenia e a supremacia branca, a superioridade dos louros, dos de olhos claros, dos bonitos; agora, a de, ao surgir seminua ou mesmo nua, oculta apenas nas partes........

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