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A História acabou. Jogar de novo?

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21.11.2025

Imagine que, um dia, o filho do filho de um imigrante alemão que subiu a pulso na vida no ramo da construção civil se tornava Presidente dos Estados Unidos da América e, por inerência e por enquanto, homem mais poderoso do mundo. Imagine que ele casava com uma linda imigrante eslovena, que deixara tudo para trás em busca de uma carreira na moda. Imagine que, juntos, recebiam o príncipe herdeiro de um reino outrora distante e até culturalmente hostil, e que, em sua honra, davam um banquete para algumas das personalidades mais bem-sucedidas e influentes do mundo, incluindo um imigrante sul-africano, génio da tecnologia, que se tornou o homem mais rico do planeta, e um miúdo pobre da ilha da Madeira, que começou no Clube de Futebol Andorinha e se tornou o desportista mais bem pago do mundo, várias vezes eleito melhor futebolista do ano e personalidade mais “seguida” da Terra.

Imagine que tudo isto aconteceu mesmo, esta semana, no ano da graça de 2025 depois de Cristo. Em que momento este não era um sonho da democracia? Uma concretização plena das possibilidades das sociedades liberais? Nenhum. Ninguém tem o destino traçado à partida. Não há castas, nem sangues, nem condições económicas à nascença que possam ser limites invencíveis ao........

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