menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Todos por um

20 0
23.09.2026

Muitos documentários mostram belas imagens da cidade de Berlim, no ano de 1936, mas, logo após, passam as imagens da cidade em ruínas, destruída pelos bombardeios dos Aliados, em 1945. A ex-primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, que ficou 16 anos à frente do seu país, repetiu muitas vezes que, geração após geração, as lembranças das grandes tragédias, que marcaram e mudaram o destino da humanidade, vão se esmaecendo com o passar das gerações e com isso novas formas do mesmo mal crescem livremente, sem nenhuma vigilância ou resistência, para criar os mesmos males do passado. Elas vão se infiltrando nas fissuras abertas e nunca preenchidas pela falta de ressignificação daqueles fatos. O fascismo em suas novas vertentes não difere, basicamente, do velho fascismo criado por Mussolini (muito inspirado em Gabriele D'Annunzio, que misturava o seu nacionalismo extremista com a sua obsessão por guerras e rituais públicos de supostos atos heroicos), na verdade são as mesmas estratégias, o que realmente mudou foram as tecnologias que, de início, ainda estão longe de mostrar o potencial que possuem, tanto para o bem, quanto para o mal. Mussolini veio do PSI (Partido Socialista Italiano) e foi expulso do partido por defender à entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial. Ele saiu e fundou os Fasci di Combattimento, que deu origem ao PNF (Partido Nacional Fascista), no ano de........

© O Mirante