Gaza entre promessas de paz e a realidade da guerra
O plano de paz de 20 pontos apresentado por Donald Trump para Gaza foi anunciado como uma proposta ousada, quase revolucionária, destinada a pôr fim a décadas de violência. No papel, tudo parece estar lá: desenvolvimento económico, ajuda humanitária, reconstrução e uma nova arquitetura de segurança. Na prática, porém, o plano colide com uma realidade que não se deixa moldar por anúncios políticos nem por calendários eleitorais.
Desde o início do cessar-fogo associado à iniciativa, mais de quatrocentas e cinquenta pessoas morreram em Gaza. Este número, por si só, deveria bastar para travar o entusiasmo diplomático. Um cessar-fogo que continua a produzir centenas de vítimas não é um primeiro passo para a paz, é a prova de que a violência permanece fora de controlo. E quando a segurança falha logo no início, tudo o resto se constrói sobre areia.
A estratégia de Trump assenta numa lógica de pressão combinada com incentivo. A lógica central do plano é simples: substituir a guerra pela prosperidade.........
