Um livro que corre como um rio
Nunca, até à leitura de Danúbio, de Claudio Magris, me havia ocorrido tal ideia: um livro é como um rio, uma torrente não de água, mas de letras e palavras, que flui em direção ao leitor.
A nascente é obviamente a caneta (curioso como os anglo-saxónicos chamam fountain pen às canetas de tinta permanente) ou até, a montante, a mente lá no alto de onde as frases vão brotando. O leito são as páginas do livro, que até possuem margens e tudo. O rio pode ter afluentes – por exemplo, autores que já se debruçaram sobre o assunto – que lhe engrossam o caudal.
E, como todos os rios, também este desagua num mar imenso, o das livrarias e da cultura escrita, onde se mistura com milhões de outros textos. Uma gota no oceano.
Esta........
