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A saúde está sequestrada pelas corporações

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09.11.2025

Já se disse e já se escreveu muito sobre as debilidades da atual ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Já se repetiu várias vezes que os problemas da Saúde são estruturais, vêm de trás e não se resolvem só com dinheiro, mas também com boa gestão e mais eficiência. Mas raramente olhamos para uma outra dimensão deste problema: as corporações do setor que impedem qualquer tipo de reforma e saem sempre impunes de qualquer crise, de qualquer morte. Desses responsáveis, nunca ninguém pede a demissão. Porque será?

O jornal Público noticiou esta semana que um grupo com mais de 1.000 médicos tarefeiros se prepara para paralisar as urgências do Serviço Nacional de Saúde. O título é assim mesmo, nu e cru. O motivo para tamanha ameaça prende-se com a intenção do Governo em disciplinar a contratação dos tarefeiros e reduzir o valor/hora que atualmente lhes é pago.

Ora, os médicos tarefeiros podem receber valores que variam entre os 20 e os 61 euros por hora, dependendo da especialidade e do hospital para onde trabalham. O que significa que, num turno........

© Jornal SOL