Segurança, turismo e cidade
Este verão está a ser marcado por um conjunto de notícias de natureza aparentemente diversa, que têm por pano de fundo o Turismo e a Segurança.
Surgiram notícias sobre a crise no setor da restauração, com alguns Chefes a darem a cara, logo contrariados pelo Governador do Banco de Portugal, que vislumbra subidas nos volumes de negócios e o crescimento global do setor, acompanhadas de notícias que dão conta do início de uma crise no turismo, apesar do seu crescimento global.
No caso da Capital, de acordo com a informação estatística divulgada pelo Turismo de Lisboa, em junho de 2026 quando comparado com o mesmo mês em 2025, regista-se uma descida global de ocupação na hotelaria de 4,0%, a qual é mais expressiva nas unidades de 5 estrelas, que apresentam uma quebra de 6,6%. O rendimento por quarto desceu globalmente 3,6%, sendo que a quebra atingiu mais severamente as unidades de 5 estrelas, com uma quebra de 7,6%.
Mais recentemente fomos surpreendidos pela notícia de uma turista sueca baleada em plena Rua Augusta, na sequência de um desentendimento entre vendedores de louro prensado, à qual sucederam-se declarações diversas, entra as quais do Presidente da Câmara, que mais uma vez combinou populismo e falta de noção sobre o papel que lhe cabe na resolução estrutural dos problemas, como se os problemas de segurança se resolvessem magicamente e apenas com maior presença policial nas ruas.
O Centro Histórico de Lisboa entrou num processo de declínio urbano progressivo, desde os anos 20 do Século XX.........
