O nó de Teerão ou a geopolítica da exaustão
Na leitura fria da análise estratégica, o regime de Teerão deixou de ser um pilar previsível de estabilidade autoritária para se tornar um ativo de risco elevado. Com a economia estrangulada, a credibilidade militar em ruínas, a legitimidade interna erodida e apoios externos cada vez mais transacionais, a queda do ciclo teocrático tornou-se um cenário plausível se a combinação entre pressão externa e fadiga interna se mantiver.
O apoio externo que blindou os ayatollahs transformou-se numa interdependência desconfortável.
A guerra na Ucrânia inverteu o vetor de dependência: hoje é Moscovo que necessita da engenharia iraniana em drones e munições. Embora esta troca reforce capacidades imediatas, consome recursos que Teerão já não substitui com facilidade. Simultaneamente, os limites da influência........
