Portugal em contratempo: reflexões para 2026
O meu amigo Joaquim, a quem já fiz referência noutra crónica aqui no Jornal Económico, regressou a Portugal após quase quinze anos no Reino Unido. Meses depois, perguntei-lhe como ia a vida e como sentira a transição. “Ó pá, sinto que vim para a reforma!” – respondeu, com um sorriso irónico.
Para quem viveu muitos anos fora, sobretudo em países do Norte da Europa ou nos Estados Unidos, regressar a Portugal é como entrar noutra dimensão: o tempo parece abrandar. É quase como voltar à aldeia do interior, onde os ritmos permanecem imutáveis. Pergunta-se: “Como está tudo?” E a resposta, invariavelmente, é: “Mais ou menos na mesma!”.
É inquietante que, num mundo em acelerada mudança, esta sensação........
