Um ano novo já sem margem para ilusões
Entramos em 2026 sem margem para grandes otimismos sobre o que aí vem. Pelo menos, temos, desde já, a vantagem de, logo em janeiro, perdermos quase toda a ilusão sobre a bondade dos meses que se seguem. O recente episódio da Venezuela vem sublinhar aquilo que até os menos atentos já tinham percebido: a ordem mundial resultante do pós-II Guerra Mundial terminou com estrondo. O que passa a imperar é a lei do mais forte, dos interesses que não conhecem limites de soberania, dos meios (militares e tecnológicos) que servem todos os fins. O direito internacional vai sendo esquecido ou moldado em função das prioridades de três grandes potências (EUA, China e Rússia), países com capacidade nuclear e de vastos recursos militares. Nas relações internacionais, neste momento, tudo é imprevisível, onde “velhos” aliados se tornam ameaça perante a........
