O TikTok Shop é a Polishop com algoritmo?
O TikTok Shop realmente virou grande no Brasil. Os números não deixam margem para dúvida: o volume bruto de mercadorias (GMV) diário cresceu 102 vezes entre maio de 2025 e maio de 2026, enquanto o número de vendedores ativos aumentou 11 vezes e criadores comercializando produtos cresceram 12 vezes.
A plataforma atingiu cerca de 134 milhões de usuários brasileiros, e o Santander projeta uma movimentação de R$ 39 bilhões até 2028, o equivalente a 9% de todo o e-commerce nacional.
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Esses números são reais, relevantes e crescentes. Mas eles escondem uma questão interessante: o TikTok Shop não está ameaçando o Mercado Livre. Está operando em um universo completamente diferente.
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Para entender isso, é preciso primeiro falar sobre como cada plataforma de e-commerce funciona no Brasil. O Mercado Livre, que mantém 35% de market share e movimentou R$ 140 bilhões em 2025, opera sob a lógica da busca.
O usuário entra na plataforma com uma intenção clara, do tipo “preciso comprar uma cadeira”, e a plataforma oferece ferramentas para comparação, avaliação e decisão racional. Eletrônicos, autopeças, ferramentas e produtos de reposição prosperam ali porque o consumidor já sabe o que quer.
A Amazon, com 15% de market share, estruturou seu império sobre a vastidão do catálogo, oferecendo confiança máxima e logística impecável para quem busca qualidade e conveniência. Tanto que Amazon e Mercado Livre não brigam em livros, por exemplo.
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Quase como um “tem pra todo mundo”. A Shopee, com 25% de market share, domina através do preço agressivo e da promoção constante, capturando consumidores sensíveis a cupons e frete grátis.
Cada uma dessas........
