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Sem brilho em 2025, as NTN-Bs podem recompensar o investidor paciente

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O ano de 2025 consolidou um movimento amplo de recomposição dos ativos de risco no mercado brasileiro. A bolsa reagiu, os fundos imobiliários entregaram forte recuperação e até o dólar, tradicional termômetro de estresse, cedeu. Mas, em meio a esse ambiente construtivo, uma classe de ativos ficou para trás: as NTN-Bs, títulos públicos indexados à inflação. 

Os diferentes índices de títulos públicos ligados à inflação do mercado – IMAB curto, médio e longo – renderam abaixo do CDI, independentemente da duration. Um desempenho destoante, especialmente quando comparado ao bom momento vivido por praticamente todas as demais classes de ativos domésticos. 

Para entender esse desempenho, é preciso observar os vetores macroeconômicos que se consolidaram nos últimos meses. O principal deles é o cenário fiscal deteriorado, que impacta de forma direta os juros reais de longo prazo.

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Enquanto a bolsa partia de um patamar excessivamente deprimido no final de 2024 e encontrava espaço para recomposição em 2025, apoiada por fluxo estrangeiro, valuation comprimido e dividendos recordes, os títulos indexados à inflação absorviam praticamente sozinhos o prêmio fiscal........

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