O cãozinho Orelha e o sofrimento dos inocentes
Há 50 anos, o nosso vizinho grego deu um golpe na praça e fugiu do país, levando a família, inclusive as filhas Ketty e Lia, minhas primeiras amigas de infância. No apartamento vazio, só ficou para trás uma personagem: Laika. Meio século se passou, e eu me lembro até hoje do olhar triste da cachorrinha abandonada pelos donos, uma das cenas mais comoventes que já presenciei. Felizmente, ela foi adotada pelo meu padrinho, o tio Álvaro, e viveu muitos anos com sua nova família de cuidadores.
Tempos depois, tivemos o Ace, vira-lata inteligentíssimo que só não falava porque não tinha cordas vocais. Por fim, pouco antes do nascimento do Pedro, eu e a Rosângela acolhemos o Cisco, cuja história já contei aqui e que nos deixou no ano passado, após 16 anos de muitas alegrias e caminhadas, a ponto de eu me tornar conhecido em Londrina como o cronista do cachorro, embora alguns preferissem dizer o cachorro do cronista.
Por amar os cachorros, seres puros e inocentes, fiquei muito triste e........
