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Crime e economia: onde a esquerda não controla o imaginário

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14.05.2026

Lula voltou de um encontro com Trump – o primeiro, em décadas, de um país importante como o Brasil que prescindiu da tradicional entrevista coletiva posterior – apresentando dois planos na mesma semana (a primeira vez em que parece ter lembrado que é presidente nos últimos 3 anos). O primeiro envolveu o cancelamento da taxa das blusinhas, que ele próprio criou, e um plano de combate à criminalidade, que parece ter virado uma pauta bem quando precisa se reeleger.

As duas pautas – economia e criminalidade – estão intrinsecamente ligadas e apartadas do discurso médio da esquerda. O domínio quase hegemônico da esquerda dá-se em áreas ligadas principalmente ao imaginário coletivo. Os marxistas são presença obrigatória na crítica literária e social, nas artes, no jornalismo, na história – mesmo em áreas como a análise de religiões ou a psicologia. Os direitistas, quando tinham alguma presença, eram em áreas técnicas, como o direito, a economia ou as disciplinas mais científicas.

Porém, a perda do dinheiro – seja em um assalto, seja evaporado por políticas econômicas desastrosas – é algo sentido mais imediatamente, sem a mediação da imaginação, da ideologia, da afetividade artificial a um político longínquo, do qual só se conhece recortes pré-selecionados. Por isto, justamente as duas áreas são mais........

© Gazeta do Povo