STF exibe lado político em ato sobre 8 de janeiro
Na quinta-feira Lula fez uma manifestação, no Palácio do Planalto, pelos três anos do 8 de janeiro, e o Supremo fez outra, à tarde. Que Lula faça isso tudo bem, ele é político; mas que um tribunal, ainda mais no topo do Judiciário, faça isso contrasta com a ideia de que a Justiça tem de ser imparcial, isenta, e não se meter em assuntos políticos. No seu discurso, Edson Fachin, presidente do Supremo, confirmou a politização do STF. Ele disse que “o dever desta corte é ir de encontro às palavras do nosso maior escritor” – acho que ele quis dizer “ao encontro”; eu até pesquisei e vi que estava escrito “de encontro”, mas “de encontro” é chocar, é contrariar, então Fachin provavelmente quis dizer “ao encontro”. Ele justifica o evento: “evitando que o tempo faça desaparecer não apenas a memória do malfeito praticado, mas de quem se levantou contra ele”. Está mostrando que o Supremo se levantou contra o malfeito praticado. Então, o Supremo foi ativista, quando quem tem de ser ativista é o autor da ação, que é o Ministério Público.
E tudo tem de ser feito sob a égide da Constituição, que exigiria julgamento na primeira instância, inclusive para dar direito aos condenados de recorrer por todas as........
