“Gasto não é vida”: PIB desacelera e consumo das famílias cai
De acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% contra os três primeiros meses de 2026. Pelo lado da oferta, o crescimento foi puxado pela agropecuária ( 2,8%), serviços ( 0,2%) e indústria ( 0,1%). Pelo lado da demanda, a formação bruta de capital fixo (investimento) aumentou 1,2%, enquanto os gastos do governo, 0,4%. Na contramão, houve queda do consumo das famílias (-0,4%) e das exportações líquidas (-0,8% de exportação e 1,8% de importação).
Apesar de todos os estímulos fiscais do governo para estimular a economia, chama a atenção a queda do consumo das famílias. Neste ano, o governo liberou verbas bilionárias para subsidiar o crédito, com taxas de juros abaixo do mercado, para reforma de casa, compra de imóveis, aquisição de veículos, entre outros segmentos beneficiados.
Apesar dessas medidas, o consumo não cresce por conta dos juros elevados, perda do poder de compra da população e alto endividamento familiar. A inflação ao longo dos anos corroeu o poder de........
