Quer perceber o preço dos combustíveis? Olhe para as refinarias
A gasolina e o gasóleo continuam em Portugal bastante acima dos preços praticados antes do início do conflito no Médio Oriente, a 28 de fevereiro, apesar de o Brent já ter corrigido quase toda a subida e de se ter aproximado novamente dos 70 dólares por barril. A recente subida de 15 dólares, ditada por um novo agravamento do conflito, apenas veio recordar que o mercado continua extremamente sensível ao risco geopolítico.
À primeira vista, a evolução parece confirmar a velha ideia de que, nos mercados de matérias-primas, sobretudo energéticas, os preços “sobem como um foguete e descem como uma pluma”. A expressão conhecida como rockets and feathers e associada ao estudo de Robert Bacon sobre o mercado britânico dos combustíveis no início da década de 1990 descreve a rapidez com que os preços reagem às subidas da matéria-prima e a maior lentidão com que refletem as descidas. No entanto, essa explicação parece hoje insuficiente. A manutenção dos preços elevados nas bombas portuguesas não resulta apenas de uma transmissão mais lenta da queda do petróleo, mas principalmente do comportamento das margens de refinação da gasolina e do gasóleo.
O Brent é a principal referência europeia para o petróleo bruto, mas são os produtos refinados que enchem os depósitos dos automóveis. O consumidor não compra petróleo. Compra gasolina e gasóleo. Entre o........
