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Syriana

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30.04.2026

Syriana é o título de um filme hollywoodesco, evocando a ideia de reorganizar o Médio Oriente em função dos interesses estratégicos ocidentais, principalmente dos Estados Unidos. O que hoje se observa é uma reconfiguração progressiva e irreversível dos mercados energéticos globais. Como escreve Professor Miguel Monjardino na sua crónica, o que gravita em torno do Irão ultrapassa o ruído mediático. Existe uma narrativa pública de negociação, mas os movimentos e encontros mais relevantes ocorrem num plano onde a diplomacia cede lugar à lógica do controlo energético.

A leitura convencional continua presa a um confronto entre potências, deixando de lado os mecanismos menos visíveis que estruturam o petróleo e o gás. O caso dos Emirados Árabes Unidos ilustra bem esta transformação. Durante anos, Abu Dhabi expandiu a sua capacidade de produção enquanto permanecia limitado pelas quotas da OPEP, aceitando esta tensão como parte de um sistema que, no essencial, garantia estabilidade no transporte e na exportação. Contudo, este equilíbrio revela-se agora frágil.

É neste contexto que a saída ganha........

© Expresso