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O Acordo de Meca

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13.08.2026

Antes de analisar qualquer acontecimento no Médio Oriente, seria saudável instituir um breve jejum analítico para quem nunca viveu na região, não a estudou em profundidade e nunca nela fez trabalho de campo in situ. Alguns dias de abstinência talvez fossem suficientes para se debruçar sobre este Acordo de Meca.

Acordos militares não são uma novidade no Médio Oriente. Este não é igual aos anteriores, mas também não justifica algumas das conclusões que imediatamente lhe foram atribuídas. Surge na continuidade do acordo de defesa mútua celebrado entre a Arábia Saudita e o Paquistão em setembro do ano passado. A entrada da Turquia, contudo, altera a sua escala e, sobretudo, a sua importância.

A estratégia é, afinal, a arte de preservar opções. Os Estados integram alianças quando estas lhes permitem reduzir os custos que recaem sobre si, aumentar aqueles que incidem sobre os seus adversários e sustentar alternativas perante uma ordem de previsibilidade incerta.

É neste sentido que o Acordo de Meca deve ser interpretado, pois insere-se num processo de diversificação e de procura de autonomia estratégica que os Estados do Golfo iniciaram há bastante tempo.

Mas é igualmente a expressão de uma transformação mais profunda da distribuição do poder regional. Nada como duas décadas de guerras eternas americanas para remodelar a antiga ordem de Riade, Cairo,........

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