O excesso de motivação também machuca
O início do ano costuma ser tratado como um ponto de largada. Uma linha imaginária separa o que ficou para trás do que, supostamente, pode ser refeito do zero. A virada do calendário ganha um peso simbólico que o corpo, curiosamente, não reconhece. Ele acorda em janeiro exatamente como dormiu em dezembro, com as mesmas adaptações, os mesmos limites e as mesmas contas em aberto.
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Ainda assim, janeiro chega carregado de motivação. Academia cheia, parques lotados, planilhas novas, metas ambiciosas. O discurso dominante é o da intensidade. Começar forte, aproveitar o embalo, não perder tempo. Pouco se fala sobre o custo disso quando a motivação não vem acompanhada de preparo.
Na prática clínica, esse padrão é previsível. Janeiro não é, necessariamente, o mês das grandes lesões traumáticas, mas é o mês em que se plantam muitas das lesões que vão aparecer semanas depois. Tendinites, fraturas por estresse e dores articulares........
