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E se fosse possível clonar o Sol?

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A ideia de “clonar o Sol” sempre pareceu ficção científica, mas, na prática, o que os cientistas buscam não é criar uma estrela, e sim reproduzir o processo físico que faz uma estrela brilhar: a fusão nuclear.

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Esse é o princípio por trás do reator chinês EAST (Experimental Advanced Superconducting Tokamak), conhecido mundialmente como o “sol artificial” e os avanços recentes mostram que estamos mais perto do que nunca de transformar esse sonho em uma fonte real de energia limpa e praticamente inesgotável.

Todo o processo de geração de energia a partir de fontes atômicas, que popularmente chamamos de energia nuclear, se baseia no princípio da fissão nuclear. A fissão ocorre quando o núcleo de um átomo pesado, como o urânio235 ou o plutônio239, absorve um nêutron e o núcleo do átomo acaba se dividindo em dois fragmentos menores. Esse processo liberando uma quantidade significativa de energia na forma de calor que aquece a água, gera vapor e movimenta turbinas que produzem eletricidade. 

A fusão nuclear é uma espécie de processo inverso. Núcleos atômicos leves, como isótopos de hidrogênio, se unem para formar núcleos mais pesados, liberando uma quantidade colossal de energia.

No interior do Sol, isso ocorre naturalmente graças à pressão........

© Estado de Minas