Lula mostra resiliência e Flávio inviabiliza articulação da terceira via
A pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem consolidou o que meses atrás parecia apenas um ruído de pré-campanha: Flávio Bolsonaro (PL) tornou-se o principal nome da oposição no primeiro turno das eleições de 2026. Não é apenas de um crescimento linear nas intenções de voto, na verdade, trata-se de um rearranjo do campo adversário ao governo, no qual o bolsonarismo deixa de ser apenas uma memória eleitoral e volta a operar como centro de gravidade político, capaz de organizar o voto antipetista e, ao mesmo tempo, comprimir a direita “não bolsonarista”.
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O paradoxo é que Flávio se fortalece como líder da oposição, mas é o adversário ideal para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porque um Bolsonaro “raiz” no segundo turno permitiria a Lula reativar o conflito que lhe é mais favorável: o da defesa do campo democrático contra a promessa de restauração autoritária. Os números da pesquisa revelam um movimento além oscilação circunstancial.
Lula lidera todos os cenários estimulados de primeiro turno, com patamar entre 35% e 40%. Flávio aparece como segundo colocado: 23% no cenário com Tarcísio e outros nomes e 26% sem o governador de São Paulo. Houve um mecanismo de substituição da dispersão oposicionista por um funil. A direita volta a se organizar em torno de um polo identificável. E o efeito colateral........
